sábado, 30 de janeiro de 2016

Assaltos

Olá, mundo.
(Será que eu vou começar todas as postagens assim? Depois penso nisto)

Como prometido, irei contar para vocês sobre o assalto que eu e minha mãe sofremos há duas noites atrás. Se você boiou (quem fala "boiou"? Credo, Paloma), leia a última postagem, logo abaixo.
Porém não vou focar apenas nele. Vou contar a história de todos os assaltos que eu já tive, que foram três. Acha pouco? Bom, para mim, ver um revólver duas vezes já é mais do que o suficiente para uma garota que ainda nem atingiu a maioridade.
Vamos lá, espero que gostem. Pera, não, por que vocês iriam gostar que eu fui assaltada? Ah, deixa para lá, apenas leiam.

~1ª experiência de assalto~

A primeira vez que eu fui assaltada foi quando eu tinha ganho, pela primeira vez, um celular bom, com touch. Nunca me esqueci, era um corby, daqueles que vinham com várias capinhas para mudar a cor. Hoje acho uma viadagem, mas na época só as poderosas tinham este celular. Minha mãe apareceu em casa fingindo que estava atendendo uma ligação nele, e eu nem me liguei que era o celular que eu queria tanto, fiquei muito feliz quando ela me mostrou.
Depois de umas semanas que eu estava com ele, não lembro quantas; quando terminou a aula começou a chover. Chover muito. Eram 18h, mas pareciam 22h lá fora.

Eu não sei por que, mas eu tinha uma fobia: perder o transporte escolar. Isto nunca fez sentido, já que era só ligar para a minha mãe me buscar (era pra isso que servia o celular, não era?), e eu estava em um transporte novo, não conhecia muito bem a tia, então não sabia se ela iria me buscar com um guarda-chuva na porta da escola, ou se era para eu ir aonde ela sempre parava, na esquina.
Então, eu com a minha grande inteligência, fui, com o celular na MÃO, até a esquina da escola, totalmente deserta e escura.
Eu devo ter ficado apenas uns dez segundos lá, apenas para ver se o transporte estava estacionado ali. Mas, igualmente, foi muito rápido. Eu senti uma mão agarrar o meu pulso, na mão que estava segurando o celular. Ele ficou puxando a minha mão, e eu, por instinto ou algo assim, apertava o celular com mais força. Até que ele falou no meu ouvido: "solta". Então, eu soltei. Olhei para o lado e só vi o seu vulto, se distanciando para longe. E, logo atrás de mim, havia uma tia da pirua preocupada, pegando as crianças com um guarda-chuva na porta da escola.

Pois é, a minha primeira experiência de assalto foi fruto da minha grande inteligência, mas a segunda não foi só culpa minha.

~2ª experiência de assalto~

Eu iria dormir na casa da minha amiga Alícia, só que a família dela não tinha um colchão para mim. Por isto, passamos primeiro na casa da avó dela. A mãe dela estacionou na frente da casa e saiu para pegar o colchão, e eu e a Alícia ficamos no banco de trás do carro esperando.
Estávamos ouvindo música no iPhone dela, usando fones de ouvido; e eu estava sentada em cima do meu celular. Já tinham se passado alguns minutos, alguns carros passavam na rua e nós duas conversávamos tranquilamente, até que um homem, que sinceramente eu não lembro da aparência, apareceu de moto na janela do lado dela.

  – Aonde dá essa rua? Ele perguntou.

A Alícia tirou o fone de ouvido e respondeu o cara, e eu já fiquei meio assustada. Só olhei para o rosto dele, e não disse nada. Depois disso, ele disse algo que nem ela e nem eu entendemos, então só dissemos "o quê?"

  – Passa o celular, você quer tomar tiro? Ele perguntou grosseiramente, levantando a camiseta e mostrando um revólver.

Nesta hora eu olhei para as minhas pernas, e pensei no celular que estava embaixo delas. Também não queria mais encarar o homem e aquela arma.
A Alícia, calmamente, porém com certeza morrendo de medo, desplugou os fones e estendeu o celular para o homem.

  – Não, iPhone eu não quero. O homem disse, abaixando a camisa e acelerando a moto.

QUE????
Tudo isso... para isso????
Essa é a minha reação agora, dou até risada, mas na hora eu realmente fiquei meio assustada. E logo pensei, e se fosse o meu celular? No caso, é android. Com certeza seria tchau, tchau.


~3ª experiência de assalto~

Esta terceira experiência provavelmente foi a mais séria, e foi a mais recente, de duas noites atrás.
Como eu disse no último post, eu e minha mãe estamos morando temporariamente na casa da minha vó. Desde quando começamos a morar em apartamentos, perdemos a confiança de morar em casas. Não tem coisa mais segura do que chegar de madrugada e ter um porteiro para abrir o portão do condomínio. Na casa da minha vó, nós temos que descer do carro para abrir um portão de correr, para depois estacioná-lo.
Na última quinta-feira, às 21:15 estávamos voltando do mercado quando nos deparamos com a rua totalmente escura. Estava sem energia. Se já temos medo com a energia, imaginem sem. Antes de parar o carro, óbvio que demos uma olhada na rua. A igreja que ficava na esquina de casa estava fechada, e só vimos um homem descendo a rua. Ficamos com medo e esperamos ele terminar de descer, para enfim parar na frente do portão.
A primeira coisa que fiz, antes de descer do carro, foi colocar o celular dentro da calça e pegar a Amora, minha cachorrinha, do banco de trás. Minha mãe colocou a carteira dela no sutiã (fica a dica, meninas). Depois disso, nós duas (opa, três, a Amora conta) descemos.
Quando eu desci do carro, ainda podia enxergar o homem que ficamos com medo lá longe. Também olhei para o outro lado, mas não havia ninguém. Enfim, abrimos o portão e eu fiquei do lado de dentro da garagem, ainda com a Amora no colo, para fechar o portão depois da minha mãe entrar.
Minha mãe voltou para o carro. Aí aconteceu.
Ela não chegou nem a entrar no carro. Como estava escuro, as únicas coisas que vi foram três vultos muito rápidos, que surgiram do nada, indo em direção ao carro. E o que era aquilo que um deles estava segurando, apontando em direção à minha mãe? Levou segundos para eu descobrir que era um revólver. Ouvi a minha mãe gritar, não de medo, de susto. Afinal, ela foi surpreendida. E ouvi a voz de um homem, repetindo: "perdeu, perdeu, perdeu".
Eu fui caminhando lentamente para trás, eu e a Amora em silêncio. Estava com medo que alguns deles me visse entrando na casa, não sabia o que eles poderiam fazer. Atirar? Vir atrás de mim? Quando entrei na sala (nosso kit kit kit) continuei em silêncio, até chegar na entrada da cozinha.
Gritei pelo meu tio, que logo saiu do quarto dele. Expliquei o que tinha acontecido, e eu e ele saímos para ajudar a minha mãe. Quando chegamos na garagem, minha mãe estava entrando correndo para dentro dela. Ela se ajoelhou no chão, apertando o peito e agradecendo a Deus. Na hora a primeira coisa que veio na minha cabeça é que ela poderia infartar com o susto (um pouco depois ela me disse que realmente sentiu dores no peito, mas está tudo bem).
Ah, e é claro, levaram o carro.

Eu e a minha mãe ainda estamos nos recuperando. Admito que escrever o que aconteceu, o que senti, me ajudou um pouco, então a ideia do blog realmente funciona, muito obrigada.
Eu não tenho raiva dos assaltantes. Eles não foram como estes que vemos todos os dias histórias na TV. Não chegaram gritando, não foram brutos. Um deles, o que estava armado, segurou no braço da minha mãe, mas nem segurou forte. Não nos machucaram, não fizeram nada que pudesse prejudicar a nossa saúde. O carro é o de menos. Só tenho a agradecer a Deus por ter nos protegido.


Bom, então é isso. Se você passar por uma experiência parecida com estas, o meu conselho é: mantenha a calma. Principalmente se a pessoa estiver armada. Dê o que eles pedem, seja um celular ou um carro, afinal, nossa vida está em primeiro lugar do que tudo isso. Não se comparam coisas materiais à nossa saúde.
Pessoas más sempre irão existir no mundo, mas também há pessoas boas. Aproveito aqui para agradecer aos meus amigos e aos da minha mãe, que estão nos apoiando neste momento, nos ajudando a superar isto. O medo provavelmente nunca irá embora, mas saber que vocês estão aqui para nós é o que nos dá força para continuar.

Como diz a Dory,
"Quando a vida te decepciona, qual é a solução? Continue a nadar."


Então, cidadão desconhecido, até lá,
E tente não enlouquecer comigo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Algumas coisas sobre mim

Olá, mundo.

O meu nome é Paloma, e eu tenho 17 anos. E, deixe-me ser sincera, não sei por que nem o que escrever aqui.
Estou escrevendo pelo celular, agora são exatamente 22:47 e estou na casa da minha tia. Eu e minha mãe vamos dormir aqui hoje. Acho que a verdade é que eu estou completamente sem sono, sem o que fazer, acabei vendo um blog de uma amiga minha (segredosdaclau) e pensei "que boa idéia, não é mesmo?" e quando fui criar um, me surpreendi que este blog já tinha sido criado por mim faz um tempo, e não me lembro quando e nem por que criei ele.
Pois é, eu sou uma confusão, vai olhando. Mas já que estou aqui, deixe-me falar como está sendo o meu ano até agora e como vai ser.
OBS: se não quiser ler sobre o trá-lá-lá da minha vida, vá até o fim do post. Lá eu falei um pouco sobre como vai ser o blog.


Eu já disse que tenho 17 anos, não é? Bom, eu não lembro com quantos anos eu estava quando os meus pais se separaram. Poxa, que assunto pessoal para se colocar em um blog, não é mesmo? Não penso tanto assim, pois aqui no blogger tem uma parte que podemos ver o gráfico de "popularidade do blog", e pude ver que ninguém acessou isso aqui (e provavelmente ninguém nunca vai acessar). Este provavelmente será o meu diário, os meus segredos, para mim mesma. E quando eu sentir que alguém deva ler, eu passo o link.  Mas se você, estranho desconhecido (ou conhecido) encontrou esse blog por acaso, parabéns, já pode ser conhecido como o Sherlock Holmes desta geração, com um tédio maior do que tudo.
Continuando.

Meus pais se separaram faz muito tempo. Eu tinha uns 11 ou 12 anos.  Eu chuto essa idade porque lembro do meu pai no meu aniversário de 10 anos, e depois não lembro dele em mais nenhum, sei lá por quê. O fato é que eu e minha mãe fomos morar na casa da minha vó. Para mim foi muito legal, a minha amiga Alícia ia dormir lá quase todos os dias, e eu ficava no computador até tarde da noite. Acho que eu já estava acostumada a ficar lá, já que minha mãe me deixava lá todas as manhãs para ir trabalhar. Já para a minha mãe, não foi tão bom assim. Não vou entrar em detalhes, mas acho que posso resumir dizendo que era ruim não ter uma casa inteiramente nossa. Minha mãe via que não tínhamos liberdade.
Enfim, mas passou, minha mãe conheceu o meu padrasto e nossa vida mudou. Passamos a morar em apartamentos, de aluguel.
No ano 2013, minha vida mudou de novo. Fomos para o melhor apartamento que vivi até hoje (os outros não tinham um condomínio, nem sacada) e eu entrei em uma escola nova, depois de estudar a vida toda em apenas uma. E nela permaneci até me formar ano passado, 2015. E é aí que o assunto desse blog começa.
2016 começou difícil para mim e para minha mãe. O aluguel do nosso apartamento ficou muito caro, e tivemos que voltar para a casa da minha vó. Fizemos a mudança agora em janeiro, e lá estamos morando. No começo eu e minha mãe ficamos fragilizadas, por lembrarmos das experiências que já passamos nessa casa, que, mesmo que na época eu não tenha me sentido desta maneira, hoje eu entendo e sinto. Queria ter um lugar para chamar de lar, meu lar, como tinha no apartamento.
Faz uma semana que estamos aqui na casa da minha vó, morando na sala. Sério, na sala. Colocamos tudo aqui: geladeira, fogão, guarda roupa, mesa, televisão, cômodas, e dormimos em colchões no chão. Sinceramente? No começo foi ruim, mas agora estamos bem melhor. Não choramos mais. Até brincamos dizendo que estamos morando em uma "kit kit kit" (de kitnet) hahahaha
E justo agora, que estamos nos adaptando, o que aconteceu?
Fomos assaltadas.
Sim, queridos.
Mas isso contarei em outra postarem, pois escrevendo isso aqui acabei tendo idéias de várias outras.


ENFIM
Este blog será sobre os pensamentos de uma adolescente com confusões mentais muito frequentes, que está atingindo a maioridade. E que não sabe como encarar isso, ela admite. E ela não sabe porque está escrevendo isso em terceira pessoa, mas tudo bem.
Neste ano vou estar estudando no cursinho para o vestibular, terminando o curso de inglês e começando um curso de teatro. E qual é a idéia brilhante para não cair em depressão?
Afogar as mágoas no chocolate? Sim.
Mas também vou desabafar um pouco aqui.
Claro, o blog não vai ser apenas sobre a minha vida bacana, também vou escrever um pouco sobre cultura pop, atualidades, e o que mais surgir na mídia ou na minha cabeça mesmo.


Então, cidadão desconhecido, até lá,
E tente não pirar junto comigo.